A Meta, dona do Instagram e Facebook, anunciou nesta terça-feira novos recursos de segurança voltados especificamente para adolescentes. Essas mudanças visam limitar a exposição desses jovens a conteúdos potencialmente prejudiciais relacionados a temas como nutrição, musculação e ansiedade.
Os novos recursos vão controlar a frequência com que esses posts aparecem nos feeds de adolescentes. A empresa também está expandindo um sistema de classificação de conteúdo inspirado nas faixas etárias usadas em filmes para o Facebook e Messenger, além do Instagram, onde já estava sendo testado.
A Meta lançou o programa Teen Accounts no início deste ano, que torna automaticamente privados os perfis de usuários adolescentes e dá mais controle aos pais sobre as contas dos filhos. Essa medida faz parte da crescente pressão que a empresa enfrenta por causa de milhares de processos movidos por pais, procuradores-gerais estaduais e distritos escolares.
Em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta responsável por prejudicar uma jovem com recursos como rolagem infinita e filtros de beleza. No mesmo mês, outro júri no Novo México determinou que a empresa pagasse US$ 375 milhões por violar leis estaduais de proteção ao consumidor.
A Meta trabalhou com a Alice, uma organização dedicada à confiança e segurança online, para medir a eficácia dessas políticas. A empresa também pediu aos pais que avaliassem milhões de conteúdos para ajudar a calibrar seu sistema de moderação.
Essa mudança reflete o crescente foco da Meta em garantir um ambiente mais seguro e equilibrado para adolescentes nas redes sociais, especialmente após uma série de processos legais que questionaram as práticas da empresa relacionadas à segurança infantil.
