O UBS Global Research respondeu a perguntas sobre as saídas recorde de capital estrangeiro das ações coreanas. Em apenas seis meses deste ano, cerca de US$70 bilhões deixaram o mercado KOSPI (Índice de Ações Coreano), quase três vezes mais do que em 2020 durante a pandemia.
Mesmo com o KOSPI registrando seu melhor desempenho desde 1999, os fundos globais estão vendendo suas participações em empresas coreanas como Samsung e SK Hynix. Essas duas fabricantes de chips representaram cerca de US$60 bilhões das saídas totais.
A concentração desses investimentos fez com que muitos fundos ultrapassassem os limites de exposição a ações individuais, obrigando-os a vender. Isso levou a uma divergência histórica entre o desempenho do KOSPI e os fluxos de capital estrangeiro.
O UBS estima que as saídas totais possam chegar a US$120 bilhões ao longo deste ano, com mais US$50 bilhões esperados no segundo semestre. Essas saídas têm um impacto direto na moeda local, o won coreano.
Cada US$10 bilhões em saídas fazem o won cair cerca de 1,4%. O UBS considera que o won está subvalorizado em mais de 10% quando analisado por quatro métricas diferentes. Isso significa que a moeda pode se fortalecer no futuro.
O superávit da Coreia tem ajudado a amortecer essas saídas, mas sem esse colchão financeiro, o won poderia ser pressionado para baixo significativamente.
Como isso afeta o bolso do leitor?
Essa situação pode impactar os investidores que têm exposição ao mercado coreano ou a moedas emergentes. Se você tem dinheiro em ações coreanas, é importante monitorar esses movimentos para tomar decisões informadas.
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