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Mercados Emergentes Sentem Impacto da Energia e IA

Mercados Emergentes Sentem Impacto da Energia e IA

Os últimos meses foram marcados por duas grandes influências que afetaram os mercados globais: a redução na oferta de energia devido ao fechamento prolongado do Estreito de Ormuz e o boom de investimentos em inteligência artificial (IA). Esses fatores levaram a uma divergência significativa no desempenho econômico dos mercados emergentes, segundo análise do Goldman Sachs.

A produção global de petróleo e gás caiu 12% desde o início da guerra, fazendo com que os preços da energia atingissem a faixa entre US$ 90 e US$ 120 por barril. Apesar disso, muitos mercados emergentes mostraram resiliência econômica.

Um dos principais fatores para essa resiliência foi a redução nos estoques de petróleo e derivados, além da aplicação de grandes subsídios fiscais em alguns países. Paralelamente, o crescimento contínuo dos investimentos em centros de dados relacionados à IA tem dado um suporte adicional às economias emergentes.

Investimentos significativos estão sendo direcionados a servidores de IA e outros equipamentos, quase todos fabricados na Ásia emergente. Na América Latina, o Brasil, México e Chile têm sido destaque nesse cenário.

Para os analistas do Goldman Sachs, o crescimento global resiliente e a força dos lucros corporativos impulsionada pela IA devem continuar sustentando as ações nos mercados emergentes. Os mercados da China, Coreia do Sul, Brasil, Hungria e África do Sul são destacados como preferidos.

Na América Latina, o cenário macroeconômico deve se assemelhar ao de 2025, mesmo com o choque global nos preços do petróleo. O crescimento real do PIB está estimado em cerca de 2%, a níveis moderados.

No Brasil, espera-se que a atividade econômica seja sustentada pelo aumento dos estímulos fiscais e do crédito antes das eleições. No México, uma recuperação é prevista, embora ainda em um ritmo significativamente inferior à sua tendência de longo prazo.

Em relação às moedas emergentes, o Goldman Sachs vê uma janela mais longa para estratégias de carry, com expectativa de bancos centrais mantendo os juros estáveis ou até elevando para defender as moedas. As preferidas na cesta de carry incluem o real (BRL), peso mexicano (MXN) e rand sul-africano (ZAR).

Como isso afeta o bolso do leitor? Se você tem investimentos em mercados emergentes, é importante ficar atento às tendências econômicas globais. A situação atual pode oferecer oportunidades de ganhos, mas também traz riscos.

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