Os juros futuros no Brasil atingiram seus maiores níveis desde abril do ano passado, com o mercado reagindo à leitura forte do relatório de empregos dos Estados Unidos (payroll). As taxas subiram em praticamente toda a extensão da curva de juros.
O catalisador para essa alta foi a criação de mais empregos nos EUA do que o esperado em maio, além de vagas não contabilizadas anteriormente no mês de abril. Essa notícia reforça a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa aumentar os juros neste ano.
As taxas de juros futuras subiram significativamente:
- DI janeiro/2027: 14,39%
- DI janeiro/2028: 14,635%
- DI janeiro/2029: 14,725%
- DI janeiro/2031: 14,625%
A volatilidade na renda fixa foi alta durante a sessão. Inicialmente, as taxas caíram cerca de 0,1 ponto percentual em um movimento de recuperação parcial das perdas da semana anterior, mas o relatório do payroll interrompeu esse alívio.
Profissionais do mercado entendem que a situação atual pode exigir alguma intervenção do Tesouro Nacional para estabilizar as taxas. Um gestor de renda fixa sugeriu que o Tesouro deveria cancelar os leilões de NTN-B e prefixados e monitorar as condições do mercado.
Com esses movimentos, a probabilidade de manutenção da taxa Selic em 14,50% na próxima reunião do Copom (17 de junho) subiu para 60%, contra 46% para um novo corte de juros.
Como isso afeta o bolso do leitor:
A alta nos juros pode impactar diretamente os investimentos em renda fixa, tornando-os mais atraentes. No entanto, também pode aumentar as taxas de financiamento para quem tem dívidas ou pretende tomar empréstimos.
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