O Ibovespa teve uma queda significativa de 2,26% nesta quarta-feira (03/06), fechando em 170.257 pontos. O volume financeiro foi de R$ 20,9 bilhões.
Os principais fatores que contribuíram para essa queda foram:
- Aumento dos juros domésticos;
- Tensões geopolíticas no Oriente Médio;
- Redução das expectativas de corte da taxa Selic.
O petróleo Brent subiu para perto de US$ 98 por barril, aumentando preocupações com inflação global. No Brasil, a produção industrial cresceu mais do que o esperado em abril, reforçando a percepção de uma economia resiliente e reduzindo as chances de cortes adicionais na taxa Selic.
Os investidores também estão se preparando para um possível feriado prolongado no próximo dia 4/6 (Corpus Christi), o que pode levar a menor liquidez nos mercados. A produção industrial brasileira cresceu 0,7% em abril, acima das expectativas.
Entre as empresas mais afetadas pela queda do Ibovespa estiveram:
- Azzas 2154 (conglomerado de moda) com uma queda de 8,48%;
- Hapvida (operadora de planos de saúde e hospitais) caiu 8,26%;
- Cosan (holding em energia, logística e distribuição de combustíveis), que recuou 7,73%.
Por outro lado, algumas empresas tiveram altas:
- Minerva (exportadora de carne bovina) teve melhora na recomendação do JPMorgan;
- Equatorial (distribuição e transmissão de energia elétrica) avançou após notícias sobre a Copasa;
- Petrobras (produtora integrada de petróleo, gás e combustíveis), beneficiada pela valorização do petróleo.
Como isso afeta o bolso do leitor?
A alta dos juros pode impactar diretamente os investimentos em renda variável. Além disso, a tensão geopolítica pode aumentar o preço de commodities como petróleo e minério de ferro, elevando custos para empresas brasileiras.




