O governo federal anunciou um novo bloqueio de R$ 22,1 bilhões em seu orçamento nesta sexta-feira (22), elevando o total congelado para R$ 23,7 bilhões. No entanto, Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, alerta que isso não significa um corte real de gastos.
Segundo ela, a regra do bloqueio visa garantir que as despesas obrigatórias fiquem dentro do teto previsto pela inflação mais 2,5%. Isso significa que o total das despesas permaneceu quase inalterado ou até cresceu ligeiramente.
1. Ausência de Contingenciamento
A economista destaca a falta de um contingenciamento formal como uma crítica importante ao atual sistema fiscal. Ela explica que o governo está usando margem extra nas receitas para evitar cortes rigorosos.
2. Aumento do BPC e Benefícios Previdenciários
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios previdenciários estão entre as despesas que mais cresceram, com impactos de R$ 14 bilhões e R$ 11,5 bilhões respectivamente. Rafaela Vitória alerta sobre a necessidade de revisar regras para controlar o crescimento do BPC.
3. Impacto na Credibilidade Fiscal
A economista também menciona que programas recentes anunciados pelo governo podem afetar negativamente a credibilidade fiscal, refletindo em taxas de juros mais altas para títulos do Tesouro.
Como Isso Afeta o Bolso do Leitor
A falta de controle sobre despesas importantes como o BPC pode levar a um aumento futuro nas taxas de juros, o que afetará diretamente os empréstimos e investimentos dos brasileiros.
