Empresários, investidores e associações estão pedindo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que retome a obrigatoriedade do relatório sustentável para as empresas abertas. A mudança recente da CVM tornou o reporte voluntário, o que é visto como um retrocesso por muitos.
Um grupo formado por 328 entidades e indivíduos enviou uma carta à CVM pedindo a reconsideração da decisão. Este grupo inclui importantes associações empresariais, investidores e instituições financeiras que argumentam que a obrigatoriedade do relatório é crucial para garantir a transparência corporativa.
Maria Netto, diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), destacou em comunicado oficial: “O Brasil foi pioneiro na adoção dos padrões ISSB e deve manter esse protagonismo.”
Impactos da Mudança
A mudança para o voluntário pode ter vários impactos:
- Redução da Transparência: A obrigatoriedade do relatório sustentável garante que todas as empresas divulguem informações consistentes, facilitando a comparação entre elas. Se tornar opcional, isso poderia levar a uma falta de padronização e dificultar para os investidores compararem desempenhos.
- Atração de Investimentos: Empresas que adotam práticas sustentáveis podem atrair mais investimentos. A obrigatoriedade do relatório incentiva as empresas a melhorarem suas práticas, o que pode ser um fator positivo para os investidores.
- Fortalecimento da Gestão de Riscos: Relatórios sustentáveis ajudam as empresas a identificar e gerenciar riscos relacionados ao clima. A mudança pode enfraquecer essa capacidade, prejudicando o planejamento estratégico das companhias.
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