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Eleições no Uruguai: O que está em jogo para investidores e economia

Os uruguaios estão se preparando para um segundo turno nas eleições presidenciais, entre o candidato da centro-esquerda Yamandu Orsi e o governista Álvaro Delgado. A disputa é acirrada em uma região conhecida por sua sofisticação, com carros de argentinos frequentando as ruas de Carrasco, perto de Montevidéu.

O Uruguai tem sido um destino popular para estrangeiros ricos e empresas internacionais nos últimos anos. Em 2020, o presidente Luis Lacalle Pou introduziu medidas que facilitaram a residência fiscal para estrangeiros, exigindo apenas US$ 510 mil (R$ 3 milhões) em propriedades ou investimentos de pelo menos US$ 2,2 milhões (R$ 12,8 milhões). Essas mudanças resultaram em um aumento significativo no número de estrangeiros que decidiram estabelecer residência permanente no país.

Em 2022, o Uruguai recebeu US$ 3,3 bilhões (R$ 19,2 bilhões) em investimentos estrangeiros diretos, quase dobrando o montante de 2021 e superando os níveis pré-pandemia. Isso inclui a chegada de figuras importantes como Marcos Galperin do Mercado Livre e David Vélez do Nubank.

Os dois principais candidatos têm propostas semelhantes em relação à política macroeconômica, com ambos defendendo a estabilidade fiscal e o livre comércio. No entanto, Orsi tem prometido uma ‘esquerda moderna’ que enfrentará questões como falta de moradia e pobreza.

A economista Maria Dolores Benavente destaca que os principais campos políticos no Uruguai compartilham a visão do país e dos desafios econômicos. Isso inclui a necessidade de manter uma estabilidade macroeconômica, um objetivo que tem sido perseguido por ambos os partidos nos últimos anos.

Para o futuro, tanto Delgado quanto Orsi propõem atualizar a Lei de Promoção de Investimentos para atrair mais empresas e investidores. A chapa governista sugere manter os benefícios atuais e estendê-los a diferentes produtores e pequenas e médias empresas nacionais.

A cientista política Daiana Ferraro destaca que o Uruguai enfrenta desafios relacionados ao imposto mínimo global, um acordo internacional para cobrar uma taxação mínima de 15% sobre os lucros das maiores multinacionais do planeta. Ela pondera que isso pode ser um desafio para qualquer um dos candidatos vencedores.

Como isso afeta o bolso do leitor?

A estabilidade econômica e a política de investimentos no Uruguai podem ter implicações diretas para os investidores brasileiros interessados em expandir seus negócios ou investir na região. A continuidade das políticas atuais pode garantir um ambiente favorável para novos projetos, enquanto mudanças significativas poderiam criar incertezas.

Jota Finças: Notícias, Análises e Educação Financeira.

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