O Brasil perdeu 85 rotas aéreas entre 2019 e 2025, o que representa uma queda de 9,9%. As frequências dos voos também diminuíram em 4,5%, apesar do aumento de 4% no número de assentos.
Isso significa que as companhias aéreas estão usando aviões maiores para manter o mesmo número de passageiros, mas com menos destinos disponíveis.
Em contraste, a Colômbia expandiu suas rotas em 21%, aumentando as frequências em 18,4% e dobrando quase que duplicou sua capacidade de assentos, com um crescimento de 42,5%. A República Dominicana também teve progresso significativo.
Impacto Econômico:
A diferença no desempenho entre os países é atribuída principalmente à carga tributária e às políticas públicas. Na América Latina e Caribe, impostos e tarifas representam 29% do preço médio das passagens aéreas, enquanto na América do Norte esse índice é de apenas 15%. Isso torna as viagens mais caras no Brasil.
Ameaça Adicional:
O governo brasileiro está considerando uma nova proposta que aumentaria a alíquota sobre passagens para 26,5%, o que poderia reduzir a demanda em 30% e elevar o preço médio das passagens domésticas de US$130 para US$160. Para voos internacionais, isso significaria um aumento do custo da passagem de US$740 para US$935.
Concorrência com Ônibus:
Em viagens que duram entre 8 e 16 horas por ônibus, a tarifa básica é praticamente a mesma que uma viagem de avião que levaria apenas 2 ou 3 horas. O problema são os custos adicionais que incidem sobre o transporte aéreo e não sobre o terrestre.
Oportunidades Futuras:
A Iata projeta um crescimento anual de 3,7% no número de passageiros na América Latina e Caribe entre 2026 e 2040. Isso é acima da média global e dos Estados Unidos.
Janela de Oportunidade:
O Mundial de 2026 pode ser um catalisador para o setor aéreo na América Latina, mas há risco se não houver ajustes na infraestrutura e nas políticas tributárias.
Como isso afeta o bolso do leitor?
Com passagens mais caras e menos destinos disponíveis, os brasileiros podem ver uma diminuição significativa em suas opções de viagem aérea. Isso pode impactar diretamente as férias familiares, negócios e até mesmo a mobilidade geral.
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