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Bitcoin cai mais de 50% desde máxima histórica; hora de comprar?

O ano de 2026 não está sendo amigável para o bitcoin. A maior criptomoeda do mercado recuou cerca de 30% desde janeiro, saindo da faixa dos US$ 88 mil para a faixa dos US$ 62 mil na manhã desta sexta-feira (5). Em relação à máxima histórica de US$ 126 mil, registrada no início de outubro do ano passado, a queda já passa de 50%.

Vários fatores contribuíram para essa queda. Entre eles estão os resgates dos ETFs americanos de bitcoin — que somaram US$ 4,4 bilhões desde meados de maio — e vendas por parte de grandes tesourarias corporativas. Além disso, o cenário geopolítico tem se tornado cada vez mais incerto.

A reação negativa também foi influenciada pelos resultados financeiros abaixo do esperado da fabricante de chips de inteligência artificial Broadcom, que pressionou o mercado e levou os futuros das bolsas americanas para o vermelho. Como costuma acontecer, os ativos digitais acabaram acompanhando esse movimento.

Hora de vender ou comprar?

No meio dessa turbulência surge a pergunta: é hora de vender porque a situação piorou ou aproveitar a queda para comprar mais?

Analistas de mercado geralmente não recomendam vender durante movimentos de forte baixa — a menos que o investidor precise do dinheiro. A lógica é simples: quem vende após uma queda expressiva corre o risco de realizar prejuízo justamente antes de uma recuperação.

Uma estratégia frequentemente mencionada por especialistas é aumentar posições durante períodos de queda. O problema é que é difícil saber quando exatamente o ativo atingiu o fundo.

O curto prazo

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que a leitura para o mercado cripto continua desfavorável no curto prazo, com investidores priorizando liquidez e proteção. “No curto prazo, o bitcoin tende a oscilar entre US$ 61.500 e US$ 65.500, com risco de novo teste da parte inferior caso as tensões entre EUA e Irã continuem escalando ou o dólar mantenha força”, diz.

Ou seja, novas quedas ainda não podem ser descartadas.

O longo prazo

No entanto, em cripto, assim como em ações, analistas recomendam tomar decisões olhando horizontes mais longos. Sob essa ótica, o bitcoin continua atraindo recomendações, e a correção recente é vista por alguns deles como uma oportunidade de entrada.

Na carteira moderada recomendada para junho, por exemplo, o BTG Pactual aumentou sua exposição ao bitcoin. Segundo a instituição, o ativo digital é o “principal vetor defensivo dentro do universo cripto em um ambiente de maior aversão a risco”.

Julián Colombo, diretor sênior de Políticas Públicas e Estratégia para a América do Sul da Bitso, afirma que o BTC deve continuar sendo o principal direcionador do mercado neste mês, reagindo aos eventos macroeconômicos, mas preservando sua relevância como ativo estratégico de longo prazo.

Riscos

Criptomoedas continuam sendo ativos de alto risco e elevada volatilidade. Por isso, especialistas costumam recomendar que apenas uma pequena parcela do patrimônio — geralmente entre 1% e 5% da carteira — seja destinada a esse tipo de investimento.

Como isso afeta o bolso do leitor?

A volatilidade do bitcoin pode impactar significativamente os investidores que estão expostos a esses ativos. Se você possui uma parcela considerável da sua carteira em criptomoedas, é importante monitorar de perto as flutuações e avaliar se esse nível de exposição ainda faz sentido para o seu perfil de risco.

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