A indústria criativa brasileira manteve seu crescimento mesmo durante a pandemia de COVID-19. Entre 2017 e 2020, o número de profissionais formais nessa área aumentou em 11,7%, chegando a um total de 935 mil pessoas.
O avanço do comércio eletrônico e as mudanças na forma como os consumidores interagem com produtos e serviços impulsionaram significativamente o setor. As áreas de tecnologia e consumo foram especialmente beneficiadas, crescendo respectivamente 12,8% e 20% em termos de empregabilidade.
No entanto, a cultura e a mídia sofreram retração durante esse período. A cultura teve uma queda de 7,2%, enquanto a mídia registrou um recuo de 10,7%. Essa tendência já existia antes da pandemia, mas ficou mais evidente com os desafios impostos pela crise sanitária.
Os hábitos de consumo estão mudando drasticamente. Empresas precisam entender essas novas tendências para sobreviver e crescer no mercado atual. Isso resulta em uma maior demanda por profissionais especializados, como analistas de dados e gerentes de marketing.
Outro ponto importante é a migração de trabalhadores formais para o setor autônomo ou microempresas no campo do audiovisual. Essa mudança reflete as dificuldades enfrentadas pelas empresas tradicionais nesse segmento durante a pandemia.
Os Estados que mais contribuíram para esse crescimento foram São Paulo e Rio de Janeiro, responsáveis por 50,9% dos empregos criativos no país. O PIB criativo do Rio superou o de São Paulo em 2020, um fenômeno que já havia ocorrido nos anos de 2013 e 2014.
Os salários na indústria criativa são significativamente mais altos do que a média nacional. Em geral, os profissionais nessa área ganham cerca de 2,37 vezes mais do que o trabalhador brasileiro médio. No entanto, há variações consideráveis entre as diferentes áreas.
Como isso afeta o bolso do leitor?
Se você está pensando em entrar no mercado criativo ou já atua nessa área, é importante notar a tendência de crescimento nas áreas de tecnologia e consumo. Isso pode abrir novas oportunidades de emprego e renda.
Jota Finças: Notícias, Análises e Educação Financeira.
