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Volume de Cripto Dólar Atinge R$ 11 Bilhões no Brasil

O volume negociado em criptomoedas atreladas ao dólar no Brasil alcançou um novo recorde, chegando a R$ 11 bilhões em maio. Isso representa uma alta significativa comparada aos R$ 10,24 bilhões registrados no mês anterior e os R$ 10,51 bilhões de outubro do ano passado.

A USDC (Criptomoeda Estável Atrelada ao Dólar) foi a principal responsável por essa movimentação, com um volume negociado de R$ 1,40 bilhão. Em contraste, o bitcoin viu seu volume cair para R$ 1,77 bilhão em maio, uma queda de 56% comparado ao valor de outubro.

O momento é desafiador para a principal criptomoeda do mundo, que está enfrentando incertezas econômicas globais e pressões no mercado. Na manhã desta quarta-feira (3), o bitcoin caiu para US$ 67 mil, seu menor nível em cerca de dois meses.

A combinação de fatores como alta do petróleo, dólar forte, risco geopolítico e juros mais altos criou um ambiente desfavorável para ativos sem geração de caixa, como é o caso das criptomoedas. André Franco, CEO da Boost Research, explica que esses fatores estão pressionando o mercado.

A dominância do bitcoin no mercado global também está diminuindo. Enquanto a participação da principal criptomoeda caiu de 60% para 58%, as stablecoins USDT e USDC aumentaram sua fatia combinada de 8,5% para 11,56%. Esse movimento indica uma busca por proteção em meio à instabilidade econômica.

Outros destaques do mercado cripto incluem a entrada da Rede Blockchain Brasil em uma nova fase de maturidade e as demissões no Mercado Bitcoin. A Mastercard também anunciou que passará a liquidar pagamentos usando stablecoins, inclusive nos fins de semana e feriados.

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