A IREN Limited, uma empresa especializada em infraestrutura para inteligência artificial (IA), anunciou um projeto ambicioso no sul da Austrália. O plano é construir um campus de data center com capacidade de até 800 megawatts (MW) na cidade de Bundey.
O local escolhido, que fica a aproximadamente 125 km ao norte de Adelaide, oferece vantagens significativas para o projeto. A IREN garantiu acesso à uma subestação de energia próxima com quatro saídas de alimentadores capazes de suportar até 800 MW sem necessidade de atualizações adicionais na rede.
A empresa prevê que a construção do campus começará em 2027 e entrará em operação no ano seguinte. O projeto visa atender à crescente demanda por infraestrutura de computação de IA na região da Ásia-Pacífico, incluindo mercados como Singapura, Indonésia, Coreia do Sul e Japão.
Um dos pontos chave é a conectividade de fibra óptica submarina que liga a Austrália aos principais centros tecnológicos da região. Isso garante baixa latência para os clientes regionais, tornando o campus um local ideal para operações de computação em larga escala.
Além disso, a Austrália do Sul planeja alcançar 100% de geração elétrica renovável até 2027. Isso significa que o campus terá acesso a uma fonte confiável e limpa de energia, um fator crucial para centros de dados.
O projeto também trará benefícios econômicos significativos para a região. Durante a construção, espera-se a criação de mais de 500 empregos temporários, enquanto o campus concluído poderá sustentar cerca de 200 vagas permanentes para profissionais qualificados.
“A Austrália do Sul oferece tudo que uma infraestrutura de IA em grande escala precisa: energia limpa abundante, conectividade e um governo estadual que entende a oportunidade”, destacou Daniel Roberts, cofundador da IREN.
O primeiro-ministro da Austrália do Sul, Peter Malinauskas, também elogiou o projeto como uma grande oportunidade para atrair investimentos em tecnologia e fortalecer a posição da região como um polo tecnológico na Ásia-Pacífico.
Como isso afeta o bolso do leitor: Embora o projeto não tenha impacto direto nos investidores brasileiros, pode influenciar as tendências globais de energia e tecnologia. Isso poderia ter reflexos indiretos na economia nacional, especialmente em setores que dependem da infraestrutura digital.
Jota Finanças: Notícias, Análises e Educação Financeira.
