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Tarifa de 25% dos EUA ameaça setor calçadista brasileiro

O setor calçadista brasileiro está em alerta após a recomendação preliminar do Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) para aplicar uma nova tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. A medida, anunciada nesta terça-feira (2), surge em um momento delicado, logo após o fim da tarifa de 50% que vigorou até fevereiro.

A presidente-executiva da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destacou a instabilidade tributária como principal entrave. “A possibilidade de nova tarifa adicional traz mais insegurança tanto para o exportador brasileiro quanto para o importador norte-americano”, avaliou.

A sobretaxa cria uma desvantagem competitiva para as exportações nacionais em relação a outros exportadores, principalmente asiáticos. Apesar do alerta, a decisão ainda não é definitiva e passará por consulta pública até 15 de julho, período no qual o setor privado e o governo brasileiro poderão apresentar argumentos técnicos para tentar reverter a taxação.

O novo revés tarifário atinge o setor em um momento de recuperação volumétrica. Em abril, as exportações para os EUA somaram 842,9 mil pares (alta de 16,5%), gerando US$ 14,72 milhões. No entanto, no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o volume subiu 7,8%, mas a receita caiu 18,9%, totalizando US$ 54,5 milhões.

Como isso afeta o bolso do leitor?
A aplicação da nova tarifa de 25% pode aumentar os custos das empresas brasileiras que exportam calçados para os Estados Unidos. Isso poderia resultar em preços mais altos para os consumidores e potencialmente reduzir as vendas, impactando negativamente a economia local.

Jota Finças: Notícias, Análises e Educação Financeira.

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