A Raízen, uma das maiores empresas do Brasil, conseguiu um acordo para reestruturar sua dívida de R$65 bilhões. O plano foi aprovado por cerca de 75% dos credores e evitará que a empresa entre em recuperação judicial.
A Raízen é uma joint venture da Shell e Cosan, com operações no setor de combustíveis, energia renovável e agronegócio. Com dívidas pesadas, a companhia buscou um acordo extrajudicial para evitar o pior cenário: a falência.
Acordo com os credores
A negociação foi complexa e envolveu muitos detalhes financeiros. Os acionistas da Shell se comprometeram a injetar R$3,5 bilhões na empresa, enquanto a Cosan decidiu contribuir apenas com R$500 milhões.
Os credores aceitaram converter cerca de 45% da dívida em participação acionária. Isso significa que os detentores das dívidas agora serão donos de uma fatia significativa da empresa, possivelmente mais do que a Shell e a Cosan juntas.
Impacto nas operações
Com o plano aprovado, a Raízen deve se dividir em duas empresas até o final de 2026. A Raizen Energia ficará com as operações de etanol, açúcar e bioenergia, enquanto a Cosan concentrará os negócios de distribuição.
Venda dos ativos na Argentina
Para ajudar a financiar a reestruturação, a empresa vendeu seus ativos na Argentina por US$1,4 bilhão para a Mercuria Energy Group da Suíça. Esta venda foi crucial para garantir o acordo com os credores.
Como isso afeta você?
Este acordo impacta diretamente os investidores e detentores de títulos CRA/CRI da Raízen, que agora terão participação acionária na empresa em vez de receberem dinheiro. Para outros consumidores, a notícia pode não ser tão relevante no curto prazo.
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