De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o Brasil perdeu cerca de 9,9% das rotas aéreas nos últimos seis anos. Em 2019, antes da pandemia, havia uma média de 856 rotas em operação no país. Atualmente, esse número caiu para 774 rotas.
Apesar disso, o número total de assentos oferecidos aumentou 4%, chegando a 145,3 milhões em 2025. Isso significa que embora mais pessoas estejam voando, muitas regiões do país estão com menos frequência de voos.
Peter Cerdá, vice-presidente regional da Iata, alertou durante a reunião anual da associação no Rio de Janeiro sobre os desafios enfrentados pelo setor. Uma das principais preocupações é o aumento do preço do combustível, que disparou por causa da crise no Irã.
Hoje, cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas são relacionados ao combustível. A volatilidade nos preços está pressionando as empresas e levando a um aumento nos preços das passagens.
Impacto do Combustível
A alta no custo do combustível pode resultar em menos rotas disponíveis, já que algumas companhias podem não conseguir manter voos lucrativos. Isso afeta principalmente cidades menores e regiões remotas.
Reforma Tributária
A reforma tributária em andamento no Brasil também preocupa o setor. Se aprovada como está, as passagens domésticas poderiam subir cerca de 30%, com uma tarifa média que saltaria de US$130 para US$160.
Para voos internacionais, a situação é ainda mais crítica. Atualmente não há tributação sobre essas passagens, mas se isso mudar, o bilhete médio poderia subir de US$740 para US$935.
Efeitos no Bolso do Leitor
Esses aumentos significam que viajar pode ficar mais caro. Se você planeja viagens nacionais ou internacionais, é importante considerar essas mudanças e ajustar seu orçamento de acordo.
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