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Real enfraquece com interesse em tecnologia americana

O real está perdendo força frente ao dólar devido a uma queda no interesse dos investidores estrangeiros por ativos brasileiros. Em maio, os estrangeiros retiraram R$14,1 bilhões da bolsa doméstica, após terem injetado R$3,2 bilhões em abril.

A principal razão para essa saída de capital é o retorno do interesse dos investidores nos Estados Unidos pelas grandes empresas tecnológicas (big techs). Com anúncios de grandes investimentos em inteligência artificial, as ações dessas companhias têm se destacado. O índice Nasdaq, que reúne esses ativos, registrou ganhos superiores a 8% no mês passado.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, explica: “Os Estados Unidos estão novamente atrativos para investidores globais, o que ajuda a fortalecer o dólar. Como o Brasil não é um player significativo na área de inteligência artificial, os fluxos de capital para nossa bolsa diminuíram.”

Eduardo Aun, gestor da AZ Quest, acrescenta: “O bom desempenho das big techs pode trazer de volta a tese do ‘excepcionalismo americano’, o que reduziria o apelo dos ativos emergentes.”

A economista Álvaro Frasson e Arthur Mota, do BTG Pactual, destacam: “O real se beneficiou no início deste ano de um fluxo inédito para economias emergentes. Agora, com a normalização da situação geopolítica e o bom desempenho das big techs nos EUA, esse movimento pode mudar.”

Como isso afeta o bolso do leitor?

Com o real mais fraco frente ao dólar, os brasileiros que precisam comprar produtos importados ou fazer viagens internacionais podem sentir um aumento no custo dessas atividades. Além disso, investidores em renda variável podem ver suas carteiras impactadas negativamente se a tendência continuar.

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